quarta-feira, 18 de julho de 2012

Maestro Felipe prorroga contrato com o Vasco até o fim de 2013

Nesta 3ª feira dia 17/07 o meia Felipe prorrogou seu contrato com o Vasco até o final de 2012. O atleta já tinha um acordo verbal com a diretoria que foi oficializado essa semana.

O diretor executivo de futebol Daniel Freitas confirmou a extensão do contrato, inclusive o contrato já foi publicado no BID da CBF dando condição de jogo ao atleta.

Na minha opinião a renovação do Felipe é muito importante para dar mais tranquilidade ao elenco desde que o Felipe jogue no meio campo. O técnico Cristovão Borges tem que desistir da idéia de escalar o Felipe na lateral, ele não marca e não tem mais aquela disposição de quando "brincava" na lateral esquerda no final dos anos 90 quando surgiu na base do próprio Vasco.

Lembrando que nos últimos dias o Vasco renovou com o Dedé (até o final de 2015), com o Juninho Pernambucano (até o final de 2012), comprou os direitos econômicos do Éder Luís e Felipe Bastos (ambos ainda não foram regularizados) e ainda chegaram o Wendel e o jovem volante Auremir.

Contamos com você Maestro!!!










quinta-feira, 5 de julho de 2012

Corinthians Campeão da Libertadores da América 2012

Apesar de ser um vascaíno fanático, não poderia deixar passar em branco o título inédito da Libertadores conquistado pelo Corinthians.
Mesmo com muita torcida contra (inclusive a minha), o Corinthians foi campeão da Libertadores 2012 de forma invicta enfrentando o tradicional Boca Junior na finalíssima com uma grande atuação do iluminado Emerson "Sheik" fazendo 2 gols.

Confira o vídeo em homenagem ao título. Parabéns Corinthians!!!!





quinta-feira, 16 de junho de 2011

O Expresso do Alívio

O autor desse emocionante texto é o jornalista Gustavo Poli, estou apenas reproduzindo na íntegra. Vale a pena ler...

Foi uma vitória maiúscula, daquelas que arrepiam até os não-torcedores. Uma vitória suada, sofrida, disfarçada de derrota. Uma vitória em forma de via-crúcis,  que fez um um grito nacional deixar milhões de engasgadas gargantas. A palavra vice sendo enviada para o nunca, na carona de um palavrão, ecoou Brasil afora. O Vasco voltava a ser Vasco, depois de tanto sofrimento, depois de tanto quase.
Em tempo de bondes e trens-bala, pouca gente lembrou da metáfora ferroviária original. Do tempo de um outro Vasco, o Vasco de Ademir, o Vasco melhor time da América, base da seleção de 50. O Expresso da Vitória hoje é um retrato na parede – esquecido moralmente durante anos pelo próprio Vasco, nos quase 20 anos em que cuspiu em sua própria imagem.
Os anos euricos transformaram o Vasco em vilão nacional, num poço de antipatia. Mesmo as vitórias traziam a nódoa da desconfiança, da arrogância, dos acordos surdos e insondáveis. Foi naquele vasco, minúsculo, que um ídolo foi sangrado e outro foi expulso da tribuna. Foi naquele vasco, ironicamente, que a palavra vice foi tatuada – em derrotas inesperadas e aparentemente cármicas.  Foi aquele vasco, embora já de pele e direções novas, que foi rebaixado, espancado e humilhado.
Algo mudou em São Januário. O vasco-joão-bafo-de-onça saiu de cena, voltou o mestiço simpático que lutou contra o preconceito, que encarou a humilhação de frente; o vasco popular, de lapis atrás da orelha, mordendo a coxinha no boteco ou na padaria. O Vasco sempre foi o mais povão dos times cariocas, o menos elitizado, o mais barriga na bancada, palito na dentadura. E sempre foi assim com orgulho, cuspindo farofa e sorrindo, sem medo de suas origens.
Três imagens da decisão em Curitiba grudaram na retina. A primeira, observada pelo repórter Eric Faria, no fim do segundo tempo. No banco de reservas, Diego Souza e Felipe não conseguiam sequer ver o jogo. Diego sentado, de costas para o campo. Felipe, como um esquimó súbito, afundado em seu capuz. Um rezava e sofria, o outro sofria e rezava – mãos nos rostos, como se ecoassem baixinho o sentimento de cada vascaíno – “acaba, jogo, por favor”.
O Vasco estava tão perto… e tão longe. Os minutos passavam, as bolas do Coritiba passeavam perigosamente perto da área. Cada cruzamento era um parto e uma dor. O desespero era palpável – dos dois lados. O Coxa, perto de uma altura inédita. O Vasco, perto da redenção necessária – da expulsão do estigma da derrota última. Felipe e Diego oravam como milhões de vascaínos pelo Brasil – enviando cada bola para a distância.
A segunda imagem veio após o jogo. No campo já deserto, o melhor jogador da partida, Éder Luís, deu uma entrevista solitário. De touquinha, sorrindo com os dentes separadíssimos, segurando o troféu nos ombros. Tudo na cena parecia estar no diminutivo. O rapidinho Éder com aquele trofeuzinho indo pra casinha –o mineirinho por definição – a humildade em pessoa. Era muito Vasco – a digestão pelas beiradas, o time da virada num ano que começou catastrófico, com derrotas humilhantes e pênaltis enviados em missão lunar.
O Vasco mineirinho, o Vasco mestiço, o Vasco que misturou casagrande & senzala desde o início de seu futebol. O Vasco que é zona norte e zona sul – o Vasco Marcos Palmeira e Camila Pitanga, Vasco Fernanda Abreu e Paulinho da Viola, Vasco Unidos da Tijuca e Bruno Mazzeo . O Vasco que teve um presidente mulato 100 anos antes de Obama. A cruz-patéa, que os anos cuidaram de transformar em cruz-de-malta no imaginário popular – voltou a bater no peito.
A terceira e última imagem foi do goleiro Fernando Prass. Depois de correr, berrar, gritar, ser atingido por uma pilha e comemorar, Prass encostou numa amurada… e chorou. Chorou, ainda de luvas, as lágrimas de alívio eufórico que o Vasco há tanto buscava.
Foi bonito, foi sofrido, foi até o ultimo minuto. Houve quem dissesse que jogo não foi bom – e tecnicamente não foi. Mas e daí? Foi daqueles jogos que fazem o suor saltar dos poros. Se você diz gostar de futebol e achou chato o épico do Couto… de repente vale a pena experimentar bocha.  A nau voltou, amigos – e isso, gozações torcedoras à parte, enriquece o futebol do Rio – e o futebol brasileiro. O Vasco sempre foi vanguarda –  não tinha direito de se transformar em atraso. Hoje é aquele dia em que todo palavrão que ecoa é justo, é puro, é até bonito.

Contra o River Plate sensacional. Gol de quem??? Gol do Juninho...

De tanto a torcida cantar o seu nome nas arquibancadas, o bom filho a casa retorna e o Juninho Pernambucano após 10 anos está voltando a vestir a camisa do Vasco e promete dar muita alegria a torcida vascaína...

O nosso Rei voltou....

O Campeão voltou.... Vasco da Gama Campeão da Copa do Brasil de 2011

Jamais poderia estar começando esse blog sem citar a magnifica conquista inédita do Vasco na Copa do Brasil. Depois de 8 anos sem um título de expressão, a conquista veio na hora certa sem contar a vaga na Copa Libertadores da América de 2012. Parabéns C.R. Vasco da Gama... Rumo a Libertadores...